segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A MISSA PARTE POR PARTE



            A Missa  sempre foi o centro da comunidade e o sinal de unidade por aqueles que recebem o mesmo Batismo, vivem a mesma fé e se alimenta do mesmo Pão, por isso rezam e cantam todos juntos.

           
Rezar em comunidade

Quando os Reis Magos se protraram para prestar sua homenagem para adorar a Jesus. Quem eles encontraram com Ele? Sua mãe a “Virgem Maria”, a primeira a adorá-lo a prestar culto, Jesus não estava sozinho, Deus quis a presença de Maria ali junto a Jesus, que sempre esteve presente em cada momento, em cada celebração.

Desde o momento em que Jesus nasceu a comunidade está presente para adorá-lo.      Podemos ver no próprio Evangelho:

                        MT 2, 11               Lc 2, 8-20

1Tm 2,8                   Mt 26, 39

O próprio Pai Nosso é uma oração comunitária, não podemos dizer Pai meu, nem quando rezamos sozinho.

Os gestos, o canto, os objetos em uma celebração litúrgica e tudo o que acontece tem seus significados, nada é por acaso ou inventado.

Comecemos pelos gestos

Sentado – posição cômoda para ouvir as leituras, a homilia e meditar. É a atitude de quem não tem pressa de sair.
De pé – posição de quem houve com atenção e respeito, indica prontidão e disposição para obedecer é a posição do orante.  (Mc 11,25/Ap 7,9)
De joelhos – Significa Adoração a Deus, posição comum diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e do vinho. ( Fl 2, 10/ At 9, 40)
Genuflexão – É o gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na Igreja e dela saímos, se ali existe Sacrário.
Inclinação – Inclinar-se diante de alguém é sinal de grande respeito. É também adoração diante do Santíssimo Sacramento. Os fiéis podem inclinar-se para receber a benção solene.
Procissão – Simboliza a peregrinação do Povo de Deus para a casa do Pai. Na Missa podemos fazer diversas procissões se forem convenientes: na Entrada  do Presidente da Celebração, no Evangelho, no Ofertório, na Comunhão, etc.
Mãos levantadas – Significa súplica a Deus (1Tm 2, 8)
Mãos juntas -  Significam atitudes de  recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida. É ainda de profunda piedade.
Prostração – Atitude própria de quem se consagra a Deus, como na ordenação sacerdotal. Significa morrer para o mundo e nascer para Deus com uma vida nova  e uma nova missão.
Silêncio – Ajuda o aprofundamento nos mistérios de fé “O Senhor fala no silencio do coração”. É oportuno fazer silencio depois das leituras, da homilia e da Comunhão, para interiorização do que o Senhor disse e também uma forma de meditar.
“Os gestos  e posições do corpo tanto do sacerdote, do diácono e dos ministros, como do povo devem contribuir para que toda celebração resplandeça...” “ Deve-se, pois, atender às diretrizes desta Instrução geral e da prática  tradicional do Rito romano e a tudo que possa contribuir para o bem comum espiritual do povo de Deus, de preferência ao próprio gosto ou arbítrio”. (DE VII, 42).
            O Decreto determina ainda que a posição do corpo de todos os participantes devem se observar um sinal de unidade dos membros da comunidade cristã, reunidos para a Sagrada Liturgia.


CANTO LITURGICO

            O Canto na Missa ou nas celebrações litúrgicas, tem um papel fundamental. indica que estamos a serviço do louvor a Deus e da nossa santificação.
            “O Apostolo Paulo aconselha os fiéis, que se reúnem em assembléias para aguardar a vinda do Senhor, a cantarem juntos, salmos, hinos e cânticos espirituais (Cl 3,16), pois o canto constitui um sinal de alegria no coração (At 2, 46). Por isso dizia santo Agostinho: “Cantar é próprio de quem ama”, e há um provérbio antigo que afirma: “Quem canta bem, reza duas vezes. (Dec. do Concílio Ecumênico Vaticano II, 39)
            Portanto o canto deve não só embelezar a Missa, mas também nos ajudar a rezar. E cada um deve estar em plena sintonia com o momento litúrgico que se celebra, a fim de que não se cante na Missa, mas que se cante a Missa.
           
O que é Rito Litúrgico?
            O Rito Litúrgico é o conjunto de prescrições que regulamentam as cerimônias na Igreja Católica Romana contidos nos livros litúrgicos católicos.

A MISSA DE DIVIDE EM :
           
1- RITOS INICIAIS

2- LITURGIA DA PALAVRA

3- LITURGIA EUCARÍSTICA

4- RITOS FINAIS


PRIMEIRA PARTE DA MISSA


1-      RITOS INICIAIS

Segundo o Decreto Ecumênico Vaticano II, são os ritos que precedem a liturgia
da palavra, isto é, a entrada, a saudação, o ato penitencial, Kirié, Glória e a oração do dia, que tem caráter introdutório e sua finalidade é fazer com que os fiéis reunidos em assembléia, constituam comunhão e se disponham a ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar dignamente a eucaristia.

No sacrário está o corpo  e o sangue de Jesus Cristo. A luzinha acesa é o sinal da presença de Jesus, o Deus vivo. Por isso fazemos genuflexão, como sinal de adoração ao Senhor.
           
Se colocar diante da presença do Senhor minutos antes de começar a Missa para se desligar das preocupações que podem distrair muito importante, é um ato de fé. (Lc 19, 46)

CANTO DE ENTRADA

            Durante o canto de entrada, o padre que preside a Missa acompanhado dos Ministros (Acólitos) dirige-se ao altar, faz uma inclinação profunda, beija o altar em sinal de veneração e inicia a celebração com o sinal da cruz com a expressão “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” que tem um sentido Bíblico, significa que iniciamos a Missa colocando a nossa vida e toda nossa ação nas mãos da Santíssima Trindade..

ACOLHIDA  E SAUDAÇÃO

            O Padre acolhe e saúda a Assembléia com palavras espontâneas ou com a forma composta no Missal.
            A saudação é bíblica, podemos ver alguns exemplos de saudação: RT 2,4; Lc 1,28; Jo 20,19; 2Cor 13,11-13

ATO PENITENCIAL

            É o convite para que cada um olhe para dentro de si mesmo diante do olhar de Deus, reconhecendo e confessando seus pecados (falta de amor) lembrando sempre do que Jesus disse em Mt 7, 1-3, pedindo perdão de todo coração com o sentido e o propósito de mudança de vida como o profeta Davi falou a Deus. (Sl 54 ou 50,3-6)
            Aos domingos, particularmente, no tempo pascal, em lugar do ato penitencial de costume, pode-se fazer a benção e aspersão da água  em recordação do batismo.(DEVII, 51).
            Senhor tende piedade de nós logo em seguida ao Ato penitencial que pode ser cantado, a menos que já tenha sido rezado no ato penitencial,  momento em que os fiéis aclamam o Senhor e imploram sua misericórdia. (DEVII, 52)

HINO DE LOUVOR OU GLÓRIA

            O Glória é um hino de louvor à Santíssima Trindade que se sucede ao Ato penitencial como forma de expressar nossa alegria pela graça do perdão de Deus, alegria essa que transborda do coração de forma espontânea. O glória é cantado ou recitado nas Missas solenes, seja nos domingos e sábados ou nas festas dos santos. Só se omite o glória na Quaresma e no Advento, por que não são tempos próprios de expressar alegria.
(At 3, 8-9; Lc 1, 46-47; Lc 2, 14; Lc 2,29-32)
           
Importante lembrar que o texto desse hino não pode ser substituído por outro. Se não for cantado deve ser recitado por dois coros dialogando entre si. (DEVII, 53)


ORAÇÃO DA COLETA

Coleta, quer dizer reunir, recolher, coletar. Aqui é o momento de coletar os pedidos, as orações da Assembléia, por isso começa com o “Oremmus”, com um momento de silencio para uqe todos faça sua oração mentalmente, em seguida o padre eleva as mãos e profere a oração oficialmente em nome de toda a Igreja, elevando a Deus todas as intenções dos fiéis, e todos respondem Amém (Assim seja) em sinal de confirmação. Após essa oração termina os Ritos Iniciais passando para a segunda parte da Missa.


SEGUNDA PARTE DA MISSA


2-LITURGIA DA PALAVRA


            A Liturgia da Palavra  tem um conteúdo de maior importância. Nessa hora, Deus nos fala solenemente. Fala a uma comunidade reunida como “Povo de Deus” e fala intimamente a cada um dos presentes. (Hb 4, 12/Lc 7, 14-15)
            A  parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas Leituras Sagradas e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida pela homilia, a profissão de fé e a oração universal dos fiéis. Nas Leituras Sagradas Deus revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece alimento espiritual; e o próprio Cristo se faz presente em meio aos fiéis, por sua palavra.
             Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia.
            Na celebração da Missa as Leituras são sempre proferidas do ambão. (DEVII, 57 e 58).
            Durante a semana se proclama uma leitura geralmente retirada do Antigo Testamento, o Salmo Reponsorial, o canto de Aclamação e o Evangelho, a Homilia, a Profissão de fé, e a oração dos fiéis. Já aos domingos e em dia festivos temos a primeira leitura,  o Salmo Responsorial, a segunda Leitura,  o canto de Aclamação e o Evangelho, seguido pela Homilia,  a Profissão de Fé e a oração dos fiéis.

1ª. LEITURA
            Em geral é retirada do Antigo Testamento, onde se encontra o passado remoto da história da Salvação. Pode ser também uma carta

SALMO RESPONSORIAL
            Parte integrante da liturgia da palavra é  uma espécie de eco ou resposta à mensagem proclamada, oferece uma grande importância litúrgica e pastoral, favorecendo a meditação da Palavra de Deus. Não pode ser um canto qualquer, as vezes canta-se outro “Canto de  Meditação,que pode ser também válido. desde que sua mensagem esteja dentro do tema da Leitura e ajuda  a Assembléia a rezar e a meditar a Palavra de Deus que acabou de ser proclamada.

2ª. LEITURA
            Em geral é uma carta (“Epístola”)
            São Gregório disse: “A Bíblia é a carta de amor de nosso Pai. E, muitas vezes, nós a deixamos fechada no envelope”.



CANTO DE ACLAMAÇÃO
            Antes da proclamação do Evangelho canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme exige o tempo litúrgico. Neste momento deve-se fazer a Monição convidando e motivando a Assembléia para ouvir o Evangelho. A Monição (breve comentário), é feita com os fiéis sentados, em seguida a Aclamação ao Evangelho, canta-se de pé. Na Quaresma e no Advento não tem o Aleluia.

EVANGELHO
            Ponto alto da Liturgia, a expectativa para ouvir a mensagem da Palavra de Deus proclamada pelo leitor, o padre ou o diácono proclama o Evangelho, junto da estante, num lugar mais elevado, para ser visto e ouvido claramente por todos.
            Cada pessoa faz o sinal da Cruz na testa que seria o pedido para Deus abrir a cabeça para ter uma boa compreensão da palavra, outro sinal na boca que seria pedir para que possa espalhar essa mensagem corretamente aos outros e um sinal no peito que simboliza abrir o coração para amar esta palavra que vai ser proferida.

HOMILIA
            Tem um significado de sermão explicativo. Nutridos pela Palavra de Deus, é necessário que o sacerdote atualize o que foi dito há mais de dois mil anos atrás, diz o que Deus está querendo “Hoje” para aquela comunidade ali presente. E os fiéis não devem levar em conta a pessoa do padre, mas sim o próprio Cristo, que disse aos seus discípulos: “Quem vos ouve. a mim ouve, quem vos rejeita, a mim rejeita”. (Lc 10, 16)
            A Homilia por via de regra é proferida pelo sacerdote, não podendo ser omitida  aos domingos e festas sobretudo nos dias de semana do Advento, Quaresma e Tempo pascal, a não ser por motivo grave, ou por alguém delegado a um sacerdote concelebrante, ou ocasionalmente, a um diácono, nunca, porém, a um leigo. (DEVII, 65)

PROFISSÃO DOS FÉ
            O Símbolo da  Profissão de Fé tem por objetivo levar o povo  a responder  à palavra de Deus anunciada da sagrada Escritura e explicada pela homilia.
            Na atitude de professar solenemente a sua Profissão de Fé, a Assembléia quer dizer que crer realmente na Palavra de Deus proclamada e que está pronta para po-la em prática.
            O “Creio em Deus Pai” é a base da fé católica, e quando falamos que cremos na Santa Igreja Católica, estamos falando da Igreja como algo divino ou seja instituída por Deus, não da Igreja pecadora ou seja constituída por criaturas imperfeitas. (Mt 16, 18-19).
            O símbolo da Fé pode ser recitado como pode ser cantado por todos juntos, ou pelo sacerdote com a assembléia ou pelos cantores com a assembléia.

ORAÇÃO DOS FIÉIS
            Na Oração dos fiéis, oração universal, o povo responde de certo modo à palavra de Deus acolhida com fé e exercendo sua função sacerdotal , eleva preces a Deus pela salvação de todos. Aqui professamos nossa confiança  em Deus que nos falou e nós colocamos em sãs mãos as nossas preces  de maneira oficial e coletiva. E fazemos essas orações confiando em Jesus, que disse:”Pedi e vos será dado; procurai e achareis; batei, e se abrirá para vós. De fato, todo o que pede recebe, quem procura encontra, quem bate se abrirá”. (Mt 7, 7-8).
            Convém que normalmente se  faça esta oração nas Missas com o povo, de tal modo que se reze pelas seguintes intenções:
v     Pelas necessidades da Igreja
v     Pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo
v     Pelos que sofrem qualquer necessidade
v     Pela comunidade local


TERCEIRA PARTE DA MISSA

LITURGIA EUCARÍSTICA

            Jesus na última Ceia institui a Eucaristia – o sacrifício e a Ceia Pascal que o torna presente na Igreja.
            Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu aos seus discípulos dizendo: Tomai, comei e bebei; isto é o meu corpo; este é o cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim (Mt 26, 26- 29). Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
v     Na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos qu e Cristo tomou em sua mãos
v     Na Oração eucarística reúnem-se graças a Deus por toda a obra de salvação e as oferendas tornando-se Corpo e Sangue de Cristo
v     Pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue de Cristo de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo com os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.

            A Eucaristia reúne duas coisas:
v     Como Sacramento, renova a Ceia Pascal
v     Como Sacrifício, renova o ato redentor de Cristo na Cruz

PROCISSÃO DAS OFERENDAS
            Somente em razão especial deve-se fazer a procissão das oferendas. As principais ofertas são o Pão e o Vinho, podendo se trazer outras coisas como: trigo, uva água, flores. Na hora do ofertório colocamos uma cesta para recolher as ofertas para conservação do templo (da casa de Deus). Deve ser bem claro, aqui não se trata de esmola, mas sim um gesto de gratidão em sinal de retribuição a tantos benefícios que dele recebemos. Não importa o que é colocado, mas a intenção com que se coloca.
            As oferendas na verdade é um rito milenar direcionado a Deus em forma de gratidão pelos benefícios recebidos. Caim e Abel fazia sua oferta a Deus Pai (Gn 4,3.4,4), Moisés oferecia holocaustos ao Senhor (Ex 20,24), e Jesus o Cordeiro imolado se oferece para remissão dos pecados e se faz presente sobre as espécies de pão e vinho.
No altar já devem estar o corporal, o purificatório, o missal e o cálice, a não ser que se prepare na credencia.
Enquanto acontece as oferendas se canto um canto apropriado  até que o sacerdote lave as mãos exprimindo por esse rito o seu desejo de purificação interior.

APRESENTAÇÃO DO PÃO E DO VINHO
            O presidente  oferece o pão a Deus, e convida aos fiéis rezarem com o ele , e com a oração sobre as oferendas, que termina com a conclusão mais breve: “Por Cristo, nosso Senhor, que convosco vive e reina” e a Assembléia responde prontamente, “Amém”.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA

            Com a Oração Eucarística centro e ápice de toda a celebração, prece de ação de graças e santificação. Ela é distinta entre todas as  orações pelos seus elementos:
v     ação de graças expressa no Prefácio
v     A aclamação pela qual a assembléia em união com os espíritos celeste cantam o Santo
v     A epiclese, na qual a Igreja implora por meio de invocações especiais a força do Espírito Santo para que os dons oferecidos pelo homem sejam consagrados e se tornem o corpo e o sangue de Cristo
v     A narrativa da instituição e consagração pelas palavras de Jesus
v     A anamnese, pela qual se cumpre a ordem recebida do Cristo Senhor através dos Apóstolos, a Igreja faz a memória de Jesus, relembrando sua paixão, morte, ressurreição e ascensão aos céus
v     A oblação, pela qual a Igreja, em particular a Assembléia reunida realizando esta memória, oferece ao Pai e ao Espírito Santo, a hóstia imaculada
v     As intercessões, pela qual se exprime que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto celeste como terestre, a oblação é feita por todos os seus mebros vivos e defuntos coparticipes do Corpo e Sangue de Cristo
v     A doxologia final que exprime a glorificação de Deus confirmada pelo o Amém do povo orante

RITO DA COMUNHÃO

PAI NOSSO
            O Pai Nosso é uma oração no sentido comunitário e não individual, mesmo que rezemos sozinhos estou incluído todos os meus irmãos. Por isso digo Pai Nosso e não Pai Meu, venha a nós o vosso Reino.
            Antes de ser ensinado aos discípulos foi vivido por Jesus, portanto deve ser vivido por seus discípulos.

SAUDAÇÃO
            Logo depois do Pai Nosso o Presidente  reza uma oração pedindo a Deus nos livrar de todos os males segue o Rito da Paz, no qual a Igreja implora pela paz e a unidade de si mesma e para toda a família humana.

FRAÇÃO DO PÃO  (ICor 10, 17)
            Ao terminar a Saudação o celebrante parte a Hóstia grande e coloca um pedacinho da mesma dentro do cálice com vinho consagrado, em um gesto belíssimo de fraternidade, enquanto isso ele recita em voz baixa: “ Esta união do corpo e sangue de Jesus, o Cristo e Senhor, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna. enquanto isso a Assembléia canta ou recita o Cordeiro de Deus.

CORDEIRO DE DEUS
            Embora no inicio da Missa já se tenha pedido perdão a Deus pelos nosso pecados, ainda não nos sentimos dignos de receber o corpo e sangue de Cristo, por isso mais uma vez pedimos a misericórdia de Jesus, para que se faça um em nós. O sacerdote levanta a Hóstia Consagrada afirmando estar ali o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, o qual não somos dignos de receber, mas por sua palavra somos salvos. “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor (Mt 8, 8).


COMUNHÃO
           
COMO DEVO COMUNGAR?

            Ao ser apresentado o corpo de Cisto na mesa do banquete eucarístico o fiel cristão deve estar atento aos gestos e maneiras  diante do altar para receber Jesus.
            O sacerdote ou Ministro ao apresenta Jesus ele: “ O Corpo de Cristo”, e nós devemos responder com convicção o “Amém”, que quer dizer sim este é o corpo de Cristo. O comungante ao receber a Hóstia deve comungar ali mesmo, e não sair com a Hóstia na mão. Para comungar é preciso estar na graça de Deus ( sem pecado grave) e em jejum ( sem comer pelo menos durante uma hora antecedendo a comunhão)e estar dignamente vestido, para apresenta-se diante de Jesus.



CANTO DE COMUNHÃO
            Enquanto  o Sacerdote recebe o Sacramento, entoa-se o canto da comunhão que exprime, pela unidade das vozes a união espiritual dos comungantes, demonstra alegria no coração e realça mais ainda a beleza da Celebração da Santa Missa.
            O Canto de Comunhão deve expressar uma antinfona do Gradual Romano ou outro canto adequado, aprovado pela Conferencia dos Bispos.
            Após a Comunhão é necessário que se faça um silencio para interiorização da Palavra de Deus e ação de graças, pode-se recitar um salmo ou cantar um canto de ação de graças.
           


                                        QUARTA PARTE DA MISSA
                                              
RITOS FINAIS


            Os Ritos Finais se inicia com a Oração PósComunhão proferida pelo sacerdote seguidos dos avisos e convites.
SAUDAÇÃO E BENÇÃO FINAL
            Pode ser uma formula simples ou solene., com a benção final e o beijo no altar e a inclinação final em sinal de respeito profundo.

NA SACRISTIA
            Para finalizar todos os participante da Missa, Sacerdote, Acólitos e Ministros se recolhem na sacristia par a reverencia final quando o sacerdote diz Bendigamos ao Senhor, e ao que se responde “Demos Graças a Deus”.




DOMINGO – DIA DO SENHOR


            Deus conhece o homem na sua mais profunda intimidade de sua alma, pois Ele o criou e conhece bem suas limitações. Ao criá-lo deu-lhe uma ordem (Ex 20, 8-11). O sábado era o dia que lembra a Aliança de Deus com seu Povo eleito (Ex 31,16-17). Jesus porém,  é a plenitude da Lei e da Eterna Aliança. E Ele ressuscitou no domingo. Pois bem a ressurreição de Jesus é portanto o maior acontecimento da História da Salvação. Por isso o dia do Senhor passou a ser festejado pelos cristãos no domingo, para bem celebrar a Eucaristia que é o centro da piedade cristã. (At 20, 7/ Mt 12, 8/ Cl 2, 16-17)
            A palavra Domingo vem do Latim que significa Dia do Senhor. Todo dia é dia do Senhor , mas é este dia é em especial destinado à renovação espiritual, é o centro e ápice da piedade cristã como é chamada a Missa pelo próprio Concílio.




                                                     Margarida Maria Viana Sales
                                               Teóloga/Historiadora/Psicopedagoga
                                                           janeiro de 2011

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